Nestes últimos tempo tenho pensado e reflectido muito acerca de quem sou e do do que é meu.
Achei que ela tempo de "deitar fora" coisas que já não me são úteis e que fazem parte do meu passado, algo que muitas pessoas fazem algumas vezes na sua vida.
No entanto, o nosso passado não se resume a objectos, resume-se também a pessoas, sentimentos e pensamentos, percebi que havia algo mais que deveria de deixar para trás.
Esse algo é este blog.
As razões que me levaram a criá-lo à quatro anos atrás não mais existem.
O que me levou a manter este espaço pessoal mudou.
E, sem dar por isso, acabei por, aos poucos, me tornar uma nova pessoa.
Por isso, tenho necessidade de fechar este espaço, como que fechando um ciclo.
Assim digo... adeus.
Meus caros, mais do que leitores, amigos.
É com imensa pena minha que já não navego pelo mundo da blogosfera com tanta frequência.
Mesmo o meu blog, que para mim é tão querido, tem vindo a ser abandonado por mim pouco a pouco.
Há quatro anos atrás, quando entrei neste mundo, tudo era novidade e adorava por aqui passear e partilhar os meus sentimentos.
No entanto, com a vida cada vez mais ocupada (embora tal não seja desculpa) vejo com cada vez menos tempo e imaginação para me poder dedicar a este meu espaço.
Gostava de conseguir ultrapassar esta fase e poder novamente andar por aqui livre e feliz.
Porém, agora não me vai ser possível tentar um "regresso" à blogosfera, em virtude de me encontrar em fase de exames até ao dia 31 de Julho.
Apesar de tudo, findo este período, tentarei voltar a este meu cantinho e mostrar o quão especial ele é para mim...
Em toda a noite o sono não veio. Agora
Raia do fundo
Do horizonte, encoberta e fria, a manhã.
Que faço eu no mundo?
Nada que a noite acalme ou levante a aurora,
Coisa séria ou vã.
Com os olhos tontos da febre vã da vigília
Vejo com horror
Onovo dia trazer-me o mesmo dia do fim
Do mundo e da dor -
Um dia igual aos outros, da eterna família
De serem assim.
Nem o símbolo ao menos vale, a significação
Da manhã que vem
Saindo lenta da própria essência da noite que era
Para que,
Por tantas vezes te sempre esperado em vão,
Já nada espera.
Fernando Pessoa
Que belo o tempo em que me podia dedicar a mim.
Que belo o tempo em que quase diariamente aqui podia vir.
Que belo o tempo em que aqui queria vir.
Agora, sempre que vejo este meu espaço vejo o quão morto está.
O quão abandonado está por mim.
Enfim...
A inspiração vai-se.
A minha vida foi-se.
A escrita nunca mais chega.
HAverá um dia em que nada mais será dito e eu direi adeus.
Mas não quero ter de dizê-lo.
Não quero abandonar assim um espaço que é meu.
Porém...
Se assim estiver escrito, já nada poderei fazer para o impedir.
O sol brilha após uma tempestade.
Depois de uma queda apenas se pode subir.
Após o arder de uma fénix, renasce outra das cinzas.
Por isso espero.
Espero que um dia consiga sair deste buraco de onde só vejo tempestades.
Porque sei que por detrás de todas aquelas nuvens escuras um dia o sol já brilhou.
E poderá voltar a brilhar.
Pode ser que um dia todas as ilusões desapareçam...
E uma realidade melhor venha para as substituir.
Vivo num mar infinito somente com o horizonte à vista.
Um horizonte que por mais perto que esteja nunca é alcançado.
Um horizonte impossível de agarrar e onde nunca conseguirei chegar.
Vivo num mundo de ilusões.
De diversos sonhos criados na minha mente.
Uns vindos do coração.
Outros que por mais que tenbte guardá-los, acabam por vir ao de cima.
Vivo num mundo de ilusão.
Numa ilusão que jamais será real.
Olho para este ano que chega ao fim e vejo que não o aproveitei como devia.
Podia ter aproveitado os momentos livres para nada fazer, mas nem isso fiz.
Podia ter aproveitado a companhia dos amigos, mas disse para se afastarem.
Podia ter dado ouvidos ao meu coração, mas ouvi a mente.
Espero que 2009 seja diferente.
Desejo a todos os meus leitores que entrem com o pé direito neste novo ano que se aproxima.
Voa com a liberdade.
Voa até te encontrares.
Voa até achares o teu caminho.
Voa reencontra o teu destino.
Voa sempre que puderes.
Voa para seres livre.
Voa para ires ter com quem queres.
Voa e liberta as tuas asas.
Voa mesmo que te mandem parar.
Voa para seres tu.
Porque nunca devemos desistir de sermos quem somos.
Devemos sim lutar por nós.
Eu já não sou mais eu.
Já não me reconheço e não sei para quem olho cada evz que me vejo ao espelho.
Eu já não sei quem sou.
Já não me encontro e não sei para onde me dirigir.
Já não tenho um guia para mim mesma e para o meu caminho.
Vou ficar aqui parada, sentada.
Dizem que quando nos perdemos o melhor é ficarmos no memo sítio.
Pode ser que alguém nos encontre.
Em vez de cair a pique, gostava de planar.
De sentir o ar e a sua força para me manter em cima.
Testar a sua força e protecção.
E aterrar.
Sem qualquer arranhão, sem qualquer medo de me aleijar.
Coocar os pés no chão, como se eles nem tivessem saído do solo
E esquecer a minha queda.
E gostava de desempenhar também esse papel.
Porque, afinal, é essa a função de quem ama.
Eu só sirvo como uma pedra.
Apenas acelero a queda e agravo as suas consequências.
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